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As Esposas de Davi, o célebre rei de Israel, é conhecido não apenas por suas proezas bélicas e sua profunda espiritualidade, mas também por sua vida familiar complexa, marcada pela presença de múltiplas esposas. Os registros bíblicos nos fornecem os nomes de ao menos oito delas: Mical, Ainoã, Abigail, Maacá, Hagite, Abital, Eglá e Bate-Seba. Além destas, Davi teve várias outras mulheres em sua vida, incluindo esposas e concubinas, como a jovem Abisague.
Enquanto a Bíblia menciona as várias esposas de Davi, é claro que o design divino para o casamento era a monogamia, conforme evidenciado em diversas escrituras (Gênesis 2:24; Mateus 19:1-9; 1 Timóteo 3:2; Tito 1:6). No entanto, durante o período do Antigo Testamento, a prática da poligamia foi tolerada e até regulamentada pela Lei de Moisés (Êxodo 21:10), embora houvesse uma proibição específica contra os reis de Israel acumularem muitas esposas, a fim de evitar que seus corações se desviassem, uma regra que o filho de Davi, Salomão, notoriamente desobedeceu (1 Reis 11:1-5).
Mical, filha de Saul, foi a primeira esposa de Davi, unida a ele por um dote incomum – a exigência de Saul que Davi derrotasse cem filisteus. Após cumprir essa tarefa com êxito, Davi garantiu seu lugar como genro do rei Saul, embora sua união com Mical tenha sido marcada por desafios e, eventualmente, terminasse quando ela foi dada a outro homem por seu pai.
Após a separação de Mical, Davi encontrou amor com Ainoã e Abigail. Ainoã, de Jezreel, trouxe ao mundo Amnom, o primogênito de Davi. Abigail, anteriormente casada com Nabal, tornou-se mãe de Quileabe após unir-se a Davi.
Bate-Seba, que se tornou uma das esposas mais notórias de Davi, foi originalmente a esposa de Urias. A relação de Davi com Bate-Seba começou sob circunstâncias controversas e culminou no nascimento de Salomão, que sucedeu Davi como rei.
A complexidade desse episódio da vida de Davi é evidenciada pela intrincada trama que envolveu o adultério de Davi com Bate-Seba, a subsequente tentativa de encobrimento e o consequente confronto profético. Esses eventos desempenharam um papel crucial na história de Israel e na dinastia de Davi, deixando um legado duradouro de lições morais e espirituais.
Veja também: Bate-Seba a Redenção
Davi também se uniu a Maacá, Hagite, Abital e Eglá, mulheres que, embora não tão destacadas nas escrituras, desempenharam seus papéis na linhagem e na história de Israel. Seus relacionamentos com Davi ocorreram em Hebrom e contribuíram para a descendência real.
Esposa | Filhos Conhecidos |
---|---|
Mical | Nenhum com Davi |
Ainoã | Amnom |
Abigail | Quileabe |
Maacá | Absalão e Tamar |
Hagite | Adonias |
Abital | Sefatias |
Eglá | Itreão |
Bate-Seba | Salomão e outros |
Durante a rebelião de Absalão, a Bíblia relata que ele assumiu as concubinas de seu pai Davi, exibindo-as publicamente por todo Israel. Essa ação pode ter sido uma tentativa simbólica de Absalão para afirmar seu domínio sobre o reino de seu pai.
No crepúsculo de sua existência, os assistentes de Davi lhe apresentaram Abisague, notável por sua beleza incomparável, para fornecer conforto ao rei em sua velhice. Há debates entre os estudiosos sobre o papel de Abisague na vida de Davi, questionando se ela era uma esposa, uma concubina, ou simplesmente uma acompanhante para o monarca envelhecido. Independentemente de seu status, é registrado que Davi e Abisague não mantiveram relações íntimas.
Embora a vida conjugal de Davi tenha sido complexa e às vezes controversa, ela reflete os costumes de sua época e fornece uma janela para as tradições e os desafios enfrentados pelos reis de Israel. Ao explorar essas relações, ganhamos visões sobre a história, a cultura e os valores do antigo Israel.